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Política • 27 mar, 2018

Justiça bloqueia R$ 6,4 milhões de Edson Giroto por compra de casa de luxo e fazendas


Aliny Mary Dias – Midiamax

Alvo da Operação Lama Asfáltica, o ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, teve R$ 6,5 milhões bloqueados pela Justiça. O bloqueio foi determinado há uma semana pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos e ainda não houve notificação à defesa do político, que só soube do bloqueio nesta terça-feira (27).

O bloqueio é fruto de ação civil de improbidade administrativa ajuizada no dia 14 de março pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual). Na denúncia, o promotor Marcos Alex Vera, da 30ª Promotoria de Justiça, afirma que Giroto e outros dois servidores públicos compraram casa em condomínio de luxo.

Durante as investigações, conduzidas inicialmente pela Polícia Federal na operação Lama Asfáltica e compartilhadas com o MPE posteriormente, o promotor afirma que ficou comprovado que Giroto não tinha rendimentos compatíveis à compra do imóvel. Os valores usados na compra teriam sido resultado de pagamentos superfaturados feitos por empresas ao Governo do Estado à época em que Giroto atuou na secretaria de Obras.

Além da compra da casa de luxo, o promotor aponta que o ex-secretário teve evolução patrimonial “considerável” que deixou de ser declarada à Receita Federal. Irregularidades também teriam sido identificadas em reforma de casa e compra de duas fazendas a Maravilha e Pouso Alegre.

O pedido de bloqueio de R$ 6.594.330,95 foi aceito pelo juiz David Gomes Filho, que determinou cinco dias para que os valores fossem bloqueados pelo Banco Central.

Ao Jornal Midiamax, o advogado Valeriano Fontoura, que defende Giroto, afirmou ter recebido com surpresa a ação civil ajuizada pelo MP. Segundo ele, quando fatos semelhantes foram denunciados anonimamente ao órgão anos atrás, houve investigação e arquivamento da denúncia.

“A dúvida que perdura é porque na época em que o MP tinha essa denúncia fez o arquivamento e agora propõe ação próxima ao pleito eleitoral. Nossa dúvida é sobre qual o interesse dessa ação”, disse o advogado afirmando que ingressará com recurso.




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