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  FONTE - IstoÉ - 28 DE AGOSTO DE 2016

Quem deve governar o País?

 
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Isto É
Resignada com o próprio infortúnio político, a presidente afastada Dilma Rousseff acalentou uma última aspiração nos dias antecedentes à derradeira votação do impeachment: ela não gostaria de terminar como Fernando Collor, em 1992. Cortejado por meia dúzia de auxiliares, o ex-presidente foi compelido a deixar o Palácio do Planalto por uma porta lateral, de onde seguiu até o helicóptero presidencial debaixo de vaias. Ao piloto da Aeronáutica, Collor arriscou emitir uma última ordem. Como resposta, recebeu um rotundo “não”. Pressentira ali o epílogo de sua melancólica passagem pelo poder.
 
DOBRO DO APOIO EM 100 DIAS
 
O protocolo do adeus e as circunstâncias políticas atuais podem até impedir a reprise do episódio, mas – como Collor – Dilma não deixará saudades. A maioria dos brasileiros continua a apoiar o impeachment, prefere o presidente em exercício Michel Temer a ela e vislumbra um horizonte de esperança a partir da saída da petista do poder. São as principais conclusões de um levantamento realizado entre os dias 20 e 24 de agosto pelo instituto Paraná Pesquisas, a pedido da revista ISTOÉ (Clique AQUI para a pesquisa completa). Às vésperas do último ato no Senado para o afastamento definitivo, a pesquisa exibe um cenário tétrico para Dilma. Segundo a amostragem, 65,5% dos brasileiros, se fossem senadores e tivessem de comparecer à sessão marcada para terça-feira 30, votariam pelo “Fora, Dilma”. Apenas 29,5% diriam “não” à cassação.
 
Confrontada em outra pergunta com a única opção em jogo durante a apreciação do impeachment, ou seja, se quem deve governar o País dali em diante é Dilma ou Temer, a maioria optou pelo presidente em exercício do PMDB: 41,2%. A petista aparece com 21,9%. Ou seja, em 100 dias de governo, Temer já ostenta quase o dobro da preferência dos brasileiros para governar no País em relação à Dilma Rousseff.

Espontaneamente, 34,7% responderam “nenhum dos dois”. O pior índice de Dilma foi registrado na região Sul: 17,7%. O melhor no Nordeste: 32,3%. Mesmo assim, ela não bateria Temer na região, tradicional reduto petista. O peemedebista teria a preferência de 34,7% dos nordestinos. Já Temer obteve o melhor desempenho nas regiões Norte/Centro-Oeste: 46,2%.
 
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Em sintonia com a consolidação de uma maioria favorável ao “Fora, Dilma” e com a preferência por Temer, o levantamento indica um otimismo com o novo Brasil a emergir no pós-cassação. Face à pergunta “Depois que a presidente Dilma Rousseff foi afastada do cargo, o sr. diria que o Brasil retomou a confiança e a esperança?”, 51,6% dos brasileiros disseram “sim”, contra 45,1% “não” e 3,4% que não responderam. O pulsar das ruas evidencia que este é um sentimento cada vez mais crescente entre os brasileiros. A aposentada Berta Ofenhejm, 89 anos, de São Paulo, é uma das otimistas por um Brasil melhor com a saída definitiva de Dilma do Planalto. Ela conta já ter visto tudo na política, mas nunca presenciou uma crise como a legada por Dilma. Para Berta, Temer pode levar o País a um caminho mais próspero. “Não tenho dúvidas de que o Brasil vai melhorar muito com ele. O presidente interino já mostrou com as medidas que tomou que viveremos um crescimento na economia. A saída de Dilma nos dá esperança”, diz. Pertencente a uma outra geração, o estudante de engenharia civil Rafael Barbar, 20 anos, de São Paulo, compartilha da mesma opinião. “Acho que o impeachment traz uma ótima expectativa para nós. Poderemos ter um governo com novas ideias, que faça o Brasil voltar a ser aquele País de oportunidades.” O jovem defende a convocação de novas eleições. Mas, em sua avaliação, Temer representa o primeiro passo para os brasileiros voltarem a sentir confiança. “Ele tem tomado medidas importantes no campo econômico. No médio prazo, vamos sentir os efeitos.”
 
Para a atriz e apresentadora Luísa Mell, 38 anos, a corrupção desenfreada e institucionalizada pelo PT é o motor da insatisfação nacional. “Se a Dilma não sabia de tudo que está sendo mostrado na Lava Jato, isso também é trágico porque mostra que ela é incompetente para o cargo. Acho muito sério também o fato de ela ter tentado obstruir a justiça colocando o Lula como ministro para ele ter foro privilegiado. O problema não se encerra na Dilma e no Lula. A investigação tem que continuar.” A veterinária Samira Franco Ferreira, 56 anos, faz coro. Para ela, a corrupção é um dos fatores a impulsionar o “Fora, Dilma”. “A ideia do impeachment é tirá-la do comando para recolocar o País nos trilhos. Com ela isso não vai acontecer. Principalmente com os escândalos que todos nós conhecemos bem.”
 
A corrupção esteve entre os temas abordados pelo instituto Paraná Pesquisas. Embora tenha se esforçado para emplacar a fictícia narrativa do “golpe”, que de maneira conveniente limita o seu afastamento a motivações políticas impulsionadas por “meras falhas contábeis”, a mandatária afastada aparece pela primeira vez associada pelos brasileiros aos malfeitos. Pior: como líder de uma quadrilha. Ante a pergunta espontânea sobre “quem seria o chefe da quadrilha que roubou o Brasil nos últimos anos”, 5,3% da população cravaram Dilma Rousseff na resposta. Neste quesito, a petista figura em segundo lugar, só ficando atrás de Lula, apontado por 38,2% dos entrevistados como o grande comandante do esquema de corrupção no País.
 
IMAGEM MANCHADA
 
O dado é um indicativo de que as recentes delações de personagens envolvidos no Petrolão, apontando que Dilma não só sabia como participou diretamente das operações de caixa 2 e pagamentos de propina durante a campanha eleitoral, contribuíram para a deterioração de sua imagem. O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi mencionado por 3,8%, FHC 3%, PT 2,6% e empreiteiros 2,1%. Do total, 34,5% não souberam responder. A corrupção, aliás, – ao lado da Saúde – constitui-se na principal preocupação dos brasileiros, de acordo com o instituto Paraná Pesquisas.
 
Entre os entrevistados, 26% consideraram o combate à corrupção e os investimentos na Saúde como a “prioridade máxima” do próximo presidente do Brasil. Em seguida, aparece o Emprego (22,5%) , a Educação (15,8%) e a Segurança (7,7%). Para o comediante Marcelo Madureira, 58, anos, Temer terá de adotar algumas prioridades para conquistar a confiança do brasileiro. “Se ele tiver juízo, fará um baita ajuste no setor público. Vai ter que abrir o baú de maldades e também dar início a algumas reformas estruturais”, defendeu.
 
Em setembro do ano passado, o empresário e dono das lojas Riachuelo, Flávio Rocha, 58 anos, foi a público dizer que o governo de Dilma havia perdido o controle e a única saída seria o impeachment. Um ano depois, ele está esperançoso com os frutos a serem colhidos com a efetivação de Michel Temer. “O que estamos assistindo hoje é uma troca na forma de ver o mundo. Vamos ter um País normal e próspero, com uma combinação de democracia com livre mercado. Já vimos as sinalizações da confiança do investidor e do consumidor”, diz. O economista Cláudio Vourof, 66 anos, de Curitiba, comunga das mesmas idéias. Para ele, o impeachment trará uma lufada de esperança, principalmente para a economia. As expectativas, segundo ele, são as mais positivas. “A confiança dos empresários vai melhorar e eles devem investir mais. O impeachment cria um clima de otimismo e isso produzirá uma retomada econômica”, afirma. O médico Daniel Barhtolo Hyppolito, 36 anos, acompanhou todas as discussões em torno do impeachment e rechaça a narrativa do golpe, entoada por petistas e congêneres. “As acusações têm fundamento e estão de acordo com a Constituição”, diz. Apesar de Temer não ser seu candidato, ele acredita na capacidade do peemedebista de comandar a nação. “Temer e Dilma eram aliados. Ainda assim, acho que ele será melhor dirigente do que ela. Entendo que ela cometeu um crime e deve ser punida.”
 
Assim como Hyppolito, a ex-jogadora de vôlei da seleção brasileira, Ana Paula Henkel, 44 anos, analisou com acuidade a situação da presidente Dilma antes de defender um posicionamento. “Não era contra nem a favor, estava apenas observando. Mas, após o relatório do senador Antonio Anastásia (PSDB-MG), vi que não tem como fugir do impeachment. Houve um crime de responsabilidade fiscal”, afirma. A ex-jogadora afirma não ter votado na chapa PT-PMDB em 2014, mas alimenta expectativas com a alternância de poder. “Acho que ele (Temer) faz parte de um processo transitório e que o mercado, a economia e até o próprio cenário internacional receberam o seu nome de maneira muito positiva. Sinto que é o que nós precisamos nesse momento.” Apesar de não apoiar Michel Temer, a atriz Julia Ianina, 33 anos, demonstrou preocupação com a paralisia do governo Dilma. Para ela, legítima representante dos que não querem nem Dilma nem Temer, o País poderá tomar um novo rumo quando forem convocadas novas eleições. “Dilma dificilmente conseguiria uma situação boa para governar. Então, o ideal seria ter uma nova eleição”. Trata-se de um cenário inviável, uma vez que a convocação de um novo pleito teria de ser aprovado por pelo menos 2/3 de um Congresso hoje alinhado com o atual governo. Num cenário hipotético de novas eleições, Dilma dificilmente teria condições de influir na disputa. Pelo contrário. O levantamento realizado pela Paraná Pesquisas traduz a fragilidade política da petista, a manquitolar sem perspectivas eleitorais. Um percentual semelhante (63,7%) àquele favorável ao afastamento definitivo da presidente afastada não votaria de jeito nenhum num candidato apoiado por Dilma nas eleições municipais de outubro. Apenas 19,6% admitiriam votar num nome indicado pela presidente afastada. Se é incapaz de transferir votos, inepta para pavimentar maiorias parlamentares, como poderia nutrir planos políticos para si própria ou para outrem?
 
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  FONTE - VEJA

A delação que Janot jogou no lixo

 
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Thiago Bronzatto e Robson Bonin, Veja
 
 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tomou a decisão mais controversa da Operação Lava-Jato na semana passada. Diante da repercussão da reportagem de capa de VEJA, Janot informou que as negociações de delação do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, estão encerradas. O vasto material produzido ao longo de cinco meses de tratativas entre a Procuradoria e o empreiteiro foi enviado para o incinerador, eliminando uma das mais aguardadas confissões sobre o escândalo de corrupção na Petrobras.
 
Para quem vive atormentado desde 2014, quando surgiu a Lava-­Jato, a decisão de Janot representa um alívio ou até a salvação. Léo Pinheiro se preparava para contar os detalhes de mais de uma década de simbiose entre o poder e a corrupção. Em troca de uma redução de pena, o empreiteiro ofereceu aos investigadores um calhamaço com mais de setenta anexos. São capítulos que mostram como a corrupção se apoderou do Estado em diversos níveis.

VEJA teve acesso ao conteúdo integral de sete anexos que o procurador-­geral decidiu jogar no lixo. Eles mencionam o ex-­presi­den­te Lula, a campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff e, ainda, dois expoentes do tucanato, o senador Aécio Neves e o ministro José Serra. A gravidade das acusações é variável. Para Lula, por exemplo, as revelações de Léo Pinheiro são letais. Lula é retratado como um presidente corrupto que se abastecia de propinas da OAS para despesas pessoais. O relato do empreiteiro traz à tona algo de que todo mundo já desconfiava, mas que ninguém jamais confirmara: Lula é o verdadeiro dono do famoso tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo — comprado, reformado e mobiliado com dinheiro de uma conta em que a OAS controlava as propinas devidas ao PT.
 
O tríplex do Edifício Solaris é o tema de um dos anexos que narram crimes praticados pelo ex-presidente. O empreiteiro conta que, em 2010, soube, por intermédio de João Vaccari, então tesoureiro do PT, que Lula teria interesse em ficar com o imóvel no prédio. Vaccari, que está preso, pediu ao empreiteiro que reservasse a cobertura para o ex-presidente. Não perguntou o preço. E quem pagou? Léo Pinheiro responde: “Ficou acertado com Vaccari que esse apartamento seria abatido dos créditos que o PT tinha a receber por conta de propinas em obras da OAS na Petrobras”. Ou seja: dinheiro de propina pagou esse pequeno luxo da família Lula. Para transformar o que era um dúplex em um tríplex mobiliado, a conta, segundo a perícia, ficou em pouco mais de1 milhão de reais. Pinheiro esclarece até mesmo se Lula sabia que seu tríplex era produto de desvios da Petrobras. “Perguntei para João Vaccari se o ex-presidente Lula tinha conhecimento do fato, e ele respondeu positivamente”, diz o anexo.
 
(foto: reprodução/Veja/capa)
 
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  FILME E MÚSICA INESQUECÍVEIS

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  JORNALISTA REINALDO AZEVEDO

 

Petistas estrelam uma farsa e atuam para um filme.

 

Um espetáculo deprimente. A isso se assistiu nesta quinta-feira, no primeiro dia do julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff. Os petistas e assemelhados sabem que nada mais têm a perder a não ser a vergonha. E a perdem com impressionante ligeireza. Estão, como veremos, estrelando uma farsa. Estão posando para as câmeras.
 
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) desponta como exemplo de truculência sem limites, a não reconhecer nem mesmo a instituição que a abriga. Disse ao menos duas vezes que o Senado não tem moral para julgar Dilma — um julgamento comandado pelo presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. A primeira gerou um bate-boca em que Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou Ronaldo Caiado (DEM-GO) de “canalha”, ouvindo deste que é um viciado em drogas que tem de “fazer teste antidoping”.
 
Na segunda vez, Gleisi foi advertida por Lewandowski: “Não volte a mencionar essa expressão”. A mulher do ex-presidiário preventivo Paulo Bernardo não se deu por achada: “Essa Casa conspirou contra a presidente Dilma, tivemos as pautas-bombas”.
 
O petista Paulo Rocha (PT-PA) vociferou, num determinado momento, que havia membros do Judiciário com posição política. E citou nominalmente Gilmar Mendes, que foi defendido pelos senadores Ana Amélia (PP-RS) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Não por acaso, o senador ataca um dos apenas três de onze ministros que não foram nomeados por Lula ou por Dilma.
 
Os petistas, escoltados sempre pela barulhenta Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), sabem que a causa está perdida. Agora buscam provocar o maior dano possível ao governo em curso, que se tornará definitivo em breve, e ao Brasil. O que se quer a todo custo é dar verossimilhança à narrativa do golpe. Um documentário defendendo essa tese está sendo rodado. Quando os petistas estrilam, estão, na verdade, representando. Ainda que sejam patetas se fingindo daquilo que deveras são.
 
Testemunha, informante

A testemunha de acusação mais articulada, preparada e técnica, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, falou como informante, não mais como testemunha. A sua suspeição foi pedida pela defesa de Dilma porque ele chegou a se manifestar no Facebook em favor dos protestos pró-impeachment.
 
Que importância isso tem? Nenhuma! Aliás, o informante é até mais livre do que a testemunha, que é instada, afinal, a falar apenas sobre coisas que presenciou, com o compromisso de dizer a verdade. As obrigações de um informante são bem menores.
 
Ocorre, meus caros, que o juiz, nesse caso, são juízes — 80 ou 81 se Renan Calheiros votar. Se o mais uma vez muito preciso e técnico depoimento de Oliveira foi o de uma testemunha ou de um informante, eis uma coisa de uma irrelevância danada. Não será isso a definir o voto do senador, mas a qualidade do que foi dito.
 
A defesa de Dilma tem lá as suas graças. Uma de suas testemunhas é o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, sócio e membro do conselho editorial da revista “Carta Capital”, abertamente contrária ao impeachment — mesma posição de Belluzzo — e aquinhoada, nos tempos do petismo, com generosa verba publicitária oficial. Será que ele pode ser testemunha?
 
Ester Dweck, outro nome apresentado pela Afastada, foi nomeada para um cargo no Senado pela insaciável Gleisi Hoffmann. Talvez a acusação não devesse arguir a sua suspeição. Assim eles são obrigados a dizer a verdade. Pode ser mais divertido.
 
Documentário
 
E podem se preparar! Os petistas e afins estão armando um verdadeiro circo porque, a esta altura, já se comportam como atores. São farsantes! Como informou VEJA.com, existe um projeto chamado “Impeachment”, que consiste num documentário dirigido por Petra Costa.
 
Trata-se de tentar emprestar verossimilhança à tese mentirosa do golpe. Quando Lindbergh, Vanessa e Gleisi fazem suas estripulias, sabem que estão sendo filmados. Querem depois parar no cinema.
 
Desde 13 de março, segundo a reportagem, quando houve a maior manifestação da história — e foi a favor do impeachment —, Petra diz ter mais de 500 horas de gravação.
 
Reproduzo um trecho da reportagem, que explica o filme crítico ao impeachment:
“Lula emerge como um dos principais personagens da história, que deverá ser exibida no Brasil e no exterior em 2017. Nos últimos meses, o ex-presidente tem montado uma agenda pensada com o objetivo de produzir imagens que se encaixam no enredo.
 
VEJA acompanhou os bastidores das gravações realizadas em julho no Recife e no interior de Pernambuco. Ali, tudo parecia uma encenação. Enquanto criticava o presidente interino Michel Temer e o juiz Sergio Moro, Lula olhava para as câmeras, gesticulava, abraçava crianças, acariciava trabalhadores.
 
Durante uma visita a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), um drone filmava o ex-presidente caminhando no meio de uma plantação. Num dado momento em que o aparelho se aproxima, ele ergue para o céu um punhado de mandiocas que haviam sido colhidas e faz uma breve saudação, sorrindo para a câmera.”
 
Encerro
Toda a gritaria de petistas e afins, a que você assistirão até a hora final, é parte de uma encenação grotesca.
 
Os farsantes, ora vejam!, dedicam-se a uma farsa. Faz sentido
 
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  PEDRO CARDOSO DE ALMEIDA

 

Espaço em jornais e revistas
 
Todo jornal e revista brasileiros precisam criar espaço ou uma seção destinada exclusivamente para a opinião do denominado cidadão comum.
 
Alguns já possuem colunas, mas as matérias nelas veiculadas são restritas a pessoas renomadas, seja pelo destaque na sua área de atuação profissional, seja por terem seus rostos conhecidos na televisão.
 
Isso não diminui a importância dos seus posicionamentos, mas alimenta uma cadeia um tanto viciada de parecer que só têm posições, opiniões e ideias relevantes pessoas detentoras de notoriedade pública e que representam um segmento social já prevalecente sobre as demais camadas da sociedade.  
 
Essa falta de acesso também escancara o preconceito sobre pessoas pobres, por nunca se levar em conta suas capacidades interiores nem seus raciocínios, muito menos suas visões diversas sobre a humanidade. Enfim, essa camada da população fica impossibilitada de externar seus sentimentos e suas análises para que seus posicionamentos em todas as questões que envolvam o homem no mundo fiquem sob o jugo de todos.
 
Esse pouco caso está presente na maioria dos meios de comunicação. Está presente no rádio, na televisão, nos blogs, nos sites e em qualquer espaço destinado às manifestações do cidadão.
 
Os espaços dos leitores só publicam comentários relativos às matérias publicadas nos veículos, forçando uma limitação de ideias e de espaço. Os maiores não passam de cinco metades de linhas, pois esses espaços têm como característica ficarem em cantos de páginas.
 
Claro que não se pode exigir que publiquem qualquer coisa, sem consistência, sem detalhamento, sem nexo ou sem uma análise do conteúdo por parte dos editores. Não é isso. Mas, após essa avaliação, muitos textos de pessoas simples darão uma contribuição muito grande. Ao menos as narrativas trariam análises mais realísticas, devido ao convívio diário,  sobre como vivem, o que fazem e pensam milhões de pessoas.
Nesses tempos em que as pessoas passaram a jogar o jogo abertamente, em recente artigo numa revista, a excelente atriz Joana Fomm escancarou seu pedido de emprego. Devemos seguir esse exemplo para reivindicarmos espaço em todos os meios de comunicação, reservado exclusivamente aos cidadãos comuns.
 
Como estão hoje, as seções abertas ao público externo não visam à divulgação de ideias inovadoras, mas apenas disfarçam uma “pseudo” abertura com textos só de renomados ou famosos, com o único objetivo de angariar público e recursos financeiros.
 
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
    Bacharel em direito
 
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  PARA JAMAIS ESQUECER

(BLOG DO ZÉ BETO) 

nelsonrodrigues
Nelson Rodrigues nasceu em Recife (PE) no dia 23 de agosto de 1912
 
“O brasileiro é um feriado”.

“O Brasil é um elefante geográfico. Falta-lhe, porém, um rajá, isto é, um líder que o monte”.

“Sou a maior velhice da América Latina. Já me confessei uma múmia, com todos os achaques das múmias”.

“Toda oração é linda. Duas mãos postas são sempre tocantes, ainda que rezem pelo vampiro de Dusseldorf”.

“O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”

“Na vida, o importante é fracassar”

“A Europa é uma burrice aparelhada de museus”.

“Hoje, a reportagem de polícia está mais árida do que uma paisagem lunar. O repórter mente pouco, mente cada vez menos”.

“Daqui a duzentos anos, os historiadores vão chamar este final de século de ”a mais cínica das épocas”.

“O cinismo escorre por toda parte, como a água das paredes infiltradas”.

“O socialismo ficará como um pesadelo humorístico da História”.

“Subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos”.

“As grandes convivências estão a um milímetro do tédio”.

“Todo tímido é candidato a um crime sexual”.

“Todas as vaias são boas, inclusive as más”.

“O presidente que deixa o poder passa a ser, automaticamente, um chato”

“Não gosto de minha voz. Eu a tenho sob protesto. Há, entre mim e minha voz, uma incompatibilidade irreversível”.

“Sou um suburbano. Acho que a vida é mais profunda depois da praça Saenz Peña. O único lugar onde ainda há o suicídio por amor, onde ainda se morre e se mata por amor, é na Zona Norte”.

“O adulto não existe. O homem é um menino perene”.

“Não vou para o inferno, mas não tenho asas”

“O dinheiro compra até amor sincero”
 
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  A ESTUPIDEZ

(Blog Coizarada)
 

Testando um colete à prova de balas de 1923
Testing a bulletproof vest, 1923
 
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  A VELHA E BOA MÚSICA ITALIANA - DOMENICO MODUGNO

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  FONTE - SITE GUIA DO ESTUDANTE

Veja detalhes inéditos da vida de Getúlio Vargas

Das traquinagens em São Borja à formação militar e anticlerical: os fatos que marcaram a vida e definiriam a trajetória do político que mais tempo passou à frente da Presidência da República do Brasil
 
Texto Cláudia de Castro Lima | 19/12/2012 18h16
 
Naquela tarde de verão de 1896, na fazenda Itu, a 30 km de São Borja, no Rio Grande do Sul, o coronel Manuel Vargas tomava chimarrão com um grupo de estancieiros para tratar de negócios e política. Um estrondo vindo de dentro da casa fez com que o bravo veterano da Guerra do Paraguai interrompesse a reunião e entrasse em casa para ver o que ocorrera. Era a pintura a óleo de Julio de Castilhos, considerado um herói e um mito naquela casa republicana por ter, 7 anos antes, conspirado a favor da proclamação da República brasileira, que se espatifara no chão. Manuel Vargas não teve dúvida: aquilo era obra do terceiro de seus quatro filhos então, Getúlio Dornelles Vargas.

Getulinho, mirrado e pequeno aos 14 anos (pequeno, aliás, continuaria a vida toda: só chegou a 1,57 m de altura), apavorado com o acidente que causou ao mostrar o guarda-chuva do pai ao amigo, fugiu da sala e subiu em um umbuzeiro ao lado da casa. Ficou ali, vendo o pai colérico ordenar que peões dessem uma busca na fazenda. Só desceu na manhã seguinte, quando a raiva paterna tinha virado aflição - ele e a mulher, dona Candoca, haviam passado a noite em claro, desesperados com o sumiço. Getúlio escapou do castigo e levou do episódio uma lição: o melhor a fazer é esperar, resistir, usar o tempo como aliado até que tudo esteja a seu favor. E então descer do umbuzeiro.


A lição do umbuzeiro é uma das histórias da infância do homem que por mais tempo comandou a República brasileira: 18 anos, somados os dois períodos no Palácio do Catete. Ela está em Getúlio, o primeiro de 3 volumes dedicados à vida do sujeito que dizia ser contra biografias, de autoria do jornalista e escritor Lira Neto e que será lançado este mês. O jornalista leu dezenas de livros e teses sobre Getúlio e pesquisou em fontes primárias (processos judiciais, despachos diplomáticos, folhetos, charges e até suvenires) para traçar um retrato surpreendente do político que entrou para a história do país ao comandar a Revolução de 1930.

"É possível antever em sua infância e juventude uma série de características que condicionaram Getúlio a tomar atitudes como político", afirma Lira. "O poder unipessoal, por exemplo, era natural para ele, que viu Borges de Medeiros (líder do Partido Republicano Rio-Grandense, ao qual a família Vargas era filiada) ficar 25 anos no poder do Rio Grande do Sul. Getúlio herdou desde cedo tal germe autoritário. Ao mesmo tempo, é cheio de contradições, como ser um ditador que também foi o primeiro político de massas do país."

Em São Borja, Getúlio gostava de brincar de guerra, reproduzindo as aventuras militares do pai, que tinha de ficar repetindo histórias das batalhas para o menino. Também construía armadilhas para animais e aprendeu, garoto, a carnear boi. Apesar das peraltices, foi uma criança com saúde delicada. Aos 2 anos, quase morreu ao tomar alguns goles de querosene. Aos 7, teve graves acessos de febre. "Cresceu uma criança calada, dada a longos silêncios, trancafiado em seu próprio mundo, ao qual poucos tinham acesso", escreve Lira em Getúlio. "Preferia ouvir a falar. Quando provocado, respondia de forma evasiva, quase arisca."

Essa reserva é traço característico de sua personalidade futura: Getúlio desenvolveu um jeito bonachão, escondendo-se atrás do sorriso, uma espécie de escudo para os que se arriscavam a desvendá-lo. "Tinha uma grande capacidade de postergar problemas", afirma Lira. "Ele repetia muito a frase: `Deixa como está para ver como é que fica¿." Foi assim que agiu por vários meses, anos depois do episódio do umbuzeiro, em 1930. Ficou em cima da árvore até ter certeza de que o cenário era propício para tomar uma atitude: decidir liderar a revolução que o levou ao poder.

A paixão pelas brincadeiras militares fez com que Getúlio decidisse entrar para o Exército. Em 1898, alistou-se como soldado raso em São Borja. Em 1900, pouco antes de completar 18 anos, ingressou na Escola Preparatória e de Tática de Rio Pardo. Para se adequar à idade exigida pela arma, rasurou a certidão de nascimento - consta nos documentos da escola que ele nasceu em 1883, e não 1882. Foi um aluno acima da média, que passava horas absorto em leitura, mas, ao colocar-se ao lado de cadetes que haviam brigado com um capitão, acabou expulso do colégio. Desapontado, decidiu trocar a farda pela Faculdade Livre de Direito de Porto Alegre.

"Aos 21 anos, o jovem de São Borja começaria a experimentar duas paixões: a queda pelas mulheres e o ardor indisfarçado pela política", escreveu Lira. Getúlio começou a discursar em atos oficiais - representava os estudantes de direito em seu primeiro grande discurso, no Theatro São Pedro, no velório de Julio de Castilhos (o mesmo do quadro quebrado na infância).

Na faculdade, apaixonou-se por uma jovem a quem chamava de Dama de Vermelho, "estranha e deslumbrante beleza feminina", conforme descreveu. Lira descobriu o nome dela: Alzira Prestes. Tudo indica que o caso não passou de amor platônico: a moça casou-se com um telegrafista. Outras musas povoaram o coração do rapaz, que as tratava por codinomes. As cartas tinham menções à "filha do general" ou à "beleza aduaneira". O que Lira descobriu, com base numa carta enviada a Getúlio por um amigo, foi que o futuro presidente não encontrou o amor no casamento: "Nenhum de nós se casou com a mulher que pensava amar".

Na faculdade, Getúlio começou a apreciar charutos, hábito que se tornaria sua marca particular. Ele chegou a fumar 8 por dia, em especial os das marcas Mil e Uma Noites e Soberano. Na formatura, como orador, fez um discurso que, por sua vontade e da família, não entraria para a História, mas que o autor da trilogia descobriu e publicou. Era um libelo contra o cristianismo: "a moral cristã é contra a natureza humana", "o cristianismo é inimigo da civilização", um retrocesso em relação "às grandes conquistas progressivas da humanidade". O cristianismo, para Getúlio, "desnatura a grandeza da sexualidade, a união dos seres numa transfusão do magnetismo amoroso, considerado um comércio impuro". O texto era reflexo de suas posições anticlericais, associadas ao positivismo, em voga na época.


"Mais tarde, não interessaria a Getúlio divulgar o ideário que professara na mocidade", diz Lira. "Em um país católico, aquelas palavras permaneceriam convenientemente omitidas da opinião pública por decisão expressa do autor." Segundo Lira, o discurso estava nos arquivos da Fundação Getúlio Vargas, com um bilhete da filha do político, Alzira, pedindo que não fosse publicado. O autor ficou em uma encruzilhada, entre o pedido dela e a importância histórica do documento. Venceu a segunda opção. Getúlio tornou-se, mais tarde, cristão de ocasião. Seu casamento com Darcy, em 1911, foi só no cartório. "A publicação do discurso é importante para compreender como Getúlio precisou moldar seu pensamento", diz Lira. "Quando chegou à presidência, radicalizou a ponto de fazer da Igreja sua aliada." Em 1934, Getúlio e Darcy casaram-se no religioso, numa cerimônia discreta, sem a presença dos filhos. No começo de seu governo, em 1931, a estátua do Cristo Redentor foi inaugurada e Nossa Senhora Aparecida virou padroeira do Brasil.

Getúlio e amigos da faculdade fundaram, em 1907, o Bloco Acadêmico Castilhista. Começava aí sua participação na política como pica-pau (em oposição aos maragatos, federalistas). Aos 25 anos, foi eleito deputado estadual, com o aval de Borges de Medeiros, presidente (governador) do Rio Grande do Sul. "Getúlio foi ocupando o papel de líder natural entre os colegas", afirma Lira. Nessa época, chegou a defender em plenário que a divisão do Estado em 3 poderes independentes não passava de "um velho princípio metafísico", que precisava ser superado. "A palavra `ditadura¿, pelo viés do castilhismo-borgismo, não tinha valor negativo. Era sinônimo de hierarquia e disciplina partidária."

Em 1922, virou deputado federal. No Brasil, era a época da "política do café com leite", em que se revezavam na presidência políticos de São Paulo e de Minas Gerais. Algumas insurreições, as revoltas tenentistas, começaram a ocorrer no país. Os revoltosos pregavam a modernização e a moralização dos costumes políticos e apoiavam a revolução como forma de promover uma mudança efetiva. Getúlio era contra os rebeldes.

Getúlio, o galanteador

Mesmo depois de casado, Getúlio não abandonou seu lado sedutor. Na época de deputado federal, dava suas escapadas em Porto Alegre. "Sabia-se que era frequentador assíduo do célebre Clube dos Caçadores (também chamado Centro dos Caçadores) - casa de diversões masculinas que, de clube, tinha só o nome e, de caçadores, a metáfora", afirma Lira Neto em Getúlio. O local era um cabaré e um cassino, que oferecia mesas de carteado, roletas e espetáculos musicais. "As beldades que costumavam borboletear pelos salões do lugar, fossem paraguaias, argentinas ou uruguaias, eram chamadas de `francesas¿." Mais tarde, como líder do governo provisório, as puladas de cerca não cessaram. "Getúlio sempre teve encontros com outras mulheres. Seu gosto pelo teatro de revista tinha muito a ver com a atração que sentia pelas vedetes, a ponto de a mais famosa dentre elas, Virgínia Lane, querer se atribuir a glória de ser a amada de Getúlio", diz Boris Fausto em Getúlio Vargas. Virgínia, em entrevista a AVENTURAS NA HISTÓRIA, em 2007, disse que o romance durou quase 15 anos: "Eu entrava e saía do Catete pela porta da frente!" Segundo Fausto, nos meses que antecederam o Estado Novo, Getúlio viveu momentos de pura paixão. Anotou em seu diário que conhecera Aimée Simões Lopes, "companhia alegre e inteligente". O caso durou pouco mais de um ano. Em 1938, já sem Aimée, escreveu sobre ela: "E assim passou-se, para mim, o ano, tendo uma ponta de amargura por alguma coisa longínqua, que era a minha fina razão de viver".
 
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  FONTE - ADNEWS

Comercial prova que a felicidade reside nas pequenas coisas

24 de Agosto de 2016 15h - Atualizado às 15:29 Por

HSBC

Atualmente, os jovens colecionam aplicativos, pokémons e likes em redes sociais. Os adultos ambicionam grandes planos. Não sobra tempo para as pequenas coisas. A agenda é tão cheia que não resta um curto espaço de tempo para viajar um pouco no final de semana. É raro pessoas que ainda se apegam a prazeres simples, como completar um álbum de figurinhas, por exemplo.
 
Pensando em tudo isso, este comercial criado pela J. Walter Thompson inglesa para o banco HSBC mostra de modo singelo onde as coisas belas da vida residem. A peça começa com um idoso na porta de casa ligando o rádio. Nele, toca uma antiga música americana, “I've got my mind set on you”. Tudo pacato, em uma rua que podia ser em qualquer lugar do planeta.
 
Eis que surge correndo a pequena protagonista. Uma menina por volta dos seus 12 anos que só quer saber de completar seu álbum de figurinhas com seu grande ídolo, o fictício jogador de futebol Pegatina Zumo. Ela tenta de tudo, pede para amigos e seus pais, mas não consegue de forma alguma. O card está caríssimo e não há possibilidade deles comprarem.

A mãe, aflita, pensa numa forma de contornar a situação. Ao usar o aplicativo de internet banking e orçar maneiras de chegar até o jogador, a mãe tem uma ideia. Em um dia ensolarado, ela e a filha entram em ônibus em direção ao litoral. Mais do que um passeio na praia, a mãe a levaria até a casa do tão procurado Zumo.
 
Elas batem na porta. Ele abre e a filha não se aguenta de felicidade quando o vê. Finalmente ela encontra o jogador. Para perpetuar o momento de alegria, a menina tira uma foto ao lado dele, cola em seu álbum e volta para casa em júbilo. "As pequenas coisas às vezes fazem toda a diferença - especialmente se é algo importante para alguém que é importante para você. Este trabalho enfatiza quão grande pode ser o efeito de algo simples ", comentou Russell Ramsey, diretor executivo de criação da J. Walter Thompson Londres.
 
Confira abaixo o sentimental filme "super rare" criado pela agência:

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  UNIDADE DE TRAUMA

 

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Conclusão  atenderá às expectativas das demandas 
 
Campo Grande (MS) – A Unidade do Trauma da Santa Casa de Campo Grande é atualmente uma das obras mais emblemáticas da capital que terá grande representação na rede atendimento de todo estado.
 
Em 2015, após vários impasses para a retomada das obras da Unidade, uma parceria entre o Governo do Estado, Santa Casa de Campo Grande, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Ministério da Saúde e prefeitura de Campo Grande derem reinicio às obras de conclusão da unidade.
 
Com 60% das suas obras de adequação já realizadas, a estrutura contará com 128 leitos, sendo 100 leitos de enfermaria, 18 de observação e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cinco salas de cirurgia e três salas de isolamento.
 
Para o diretor-presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), administradora da Santa Casa, Esacheu Nascimento, a conclusão da unidade do Trauma reflete diretamente na expectativa de atendimentos às demandas de acidentes trânsito registradas em Campo Grande. “Depois de quase 20 anos criou-se esta expectativa que está diretamente ligada às demandas de acidentes de trânsito, principalmente as ocorrências com moto. O reinicio das obras da Unidade do Trauma é resultado de um esforço não só da Santa Casa, mas também do Governo do Estado, Ministério da Saúde e Ministério Público Estadual e Federal”, afirmou o diretor.
Obras unidade do trauma poderão estar concluídas em até 2 meses antes do previsto, disse Esacheu Nascimento, diretor-presidente da ABCG
Obras da Unidade do Trauma poderão estar concluídas em até 2 meses antes do previsto, disse Esacheu Nascimento, diretor-presidente da ABCG
 
De acordo com Esacheu, a expectativa é de que a unidade esteja pronta em junho de 2017, podendo ser entregue até mesmo antes do previsto, já que os cronogramas das obras estão adiantados. “Desde o reinicio das obras estamos cumprindo rigorosamente o cronograma, acompanhando cada detalhe do que vem sendo feito. Pelo ritmo que vem sendo executado, acreditamos que o prédio esteja concluído até mesmo antes do previsto, podendo ser entregue até dois meses com antecedência”, destacou.
 
“Após a conclusão das obras da unidade do Trauma entramos na fase de operacionalização, que envolverá um novo esforço entre as instituições envolvidas para a reativação da unidade, no qual já temos um compromisso por parte do Governo do Estado do direcionamento de recursos para o custeio e compra de equipamentos, além da construção de uma cozinha e lavanderia para o novo prédio”, ressaltou Esacheu.
 
As obras da Unidade do Trauma da Santa Casa contam com um aporte final de R$ 8,4 milhões, recursos empregados pela Prefeitura de Campo Grande (R$ 3,2 milhões), Ministério da Saúde (R$ 2,5 milhões), Governo do Estado (R$ 1,6 milhão) e Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG) (R$ 890 mil), administradora da Santa Casa e do Hospital do Trauma. Além do repasse para a obra, o Governo do Estado garantiu o emprego de R$ 12 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliários para o hospital.
 
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  COLUNA AMPLAVISÃO - MANOEL AFONSO

O PT disfarçado e encolhido

 

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‘FINESSE’ O escritor Monteiro Lobato não imaginava que sua obra ‘As Reinações de Narizinho’ seria lembrada após tanto tempo. A senadora Gleise Hoffman falou o que não devia e ouviu o que não queria: “Não sou coveiro de aposentado”, disse-lhe o senador Ronaldo Caiado, jogando a carapuça no marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo. E é só o começo. A troca de safanões e pescoções vai continuar.

DESINFORMAÇÃO Não é exclusividade nossa nas eleições. As notícias mostram; ela é gritante também nos ‘States’ onde o sistema eleitoral é diferente. Mas em tese, a alienação deles seria injustificável devido a importância do país no contexto mundial.

O ELEITOR alienado vota, mas sem compromisso com a causa. Igual a galinha; bota o ovo, faz ‘corococó’, sem se preocupar com a qualidade do omelete que comporá o ‘breakfast’. Enfim, um papel diferente do porco, por exemplo; que dá sua vida - numa entrega total com o seu insubstituível toucinho na composição desta refeição (‘breakfast’).

DIANTE do quadro político que vivemos, imagino que não esteja sendo fácil aoscandidatos convencerem esse eleitor ‘galinha’ a rever seu ceticismo. Pelos indicativos que mostram tantos eleitores indecisos, os candidatos terão mesmo que suar a camisa.

CHÔRO Não faltam no seio das candidaturas, reclamações de favorecimento em prol de determinados candidatos. Aí reclama-se da falta de santinhos, de ajuda financeira e apoio logístico. É velho esse filme nas candidaturas de coligações com muitos partidos.

ALERTA Lendo a notícia de que o candidato João Dória Jr. tem apoio de 13 dos 35 partidos na capital paulista, imagino o dilema para contentar a todos. É o ônus para se ter maiortempo no horário eleitoral, que aliás, não carimba o passaporte para a vitória.

EXEMPLOS de naufrágios de candidaturas gigantescas não faltam. Evidente que já ocorreram em cenários diferentes, inclusive aqui na capital. Portanto, é bom ficar atento para a incômoda luz amarela, que às vezes os chefes de campanha teimam em ignorar.

ATENÇÃO candidatos. As primeiras pesquisas nas capitais do país mostram elevado número de eleitores indecisos. Grande parte de votantes pela primeira vez e de gente desempregada. Os primeiros estariam ainda em dúvida; os últimos - revoltados com a situação de dificuldades em que vivem. Tem lógica.

CANDIDATAS Não foi fácil atender a Lei sobre a participação mínima de 30% de mulheres candidatas. No interior principalmente, esse convencimento obteve mais sucessos no serviço público, prestação de serviços e em empreendimentos comerciais.

CONVENHAMOS: Como convencer a mulher, mãe de filhos, focada apenas nas lides domesticas, a ingressar na política? A maioria das recusas é causada pela imagem ruim do universo político aos olhos da opinião pública. Mas a tendência é que a indignação, com otempo, arraste as mulheres para a vida pública partidária. Que assim seja.

FICHA LIMPA O ministro do STF, Gilmar Mendes ( e presidente do TSE), ignorou a Lei Complementar nº 64 e o art. 14,§ 9º da Carta Magna sobre inelegibilidade de candidatoscom contas rejeitadas. Além disso, a Lei nº 9.504, de 30/09/1997 estabelece que até 15 de agosto os Tribunais de Contas divulguem a lista de quem teve as suas contas rejeitadas no exercício de cargos ou funções públicas.

INJUSTIÇA Vingando esse novo entendimento jurídico, há de se admitir as injustiças sofridas por candidatos atingidos pela Lei da Ficha Limpa. Exemplos: em 2012, Fauze Suleiman e Vanildo Neves (candidatos a prefeito e vice prefeito) venceram as eleiçõesem Aquidauana. Mas pelo fato do Tribunal de Contas do Estado ter rejeitado as contas da gestão do então vereador Vanildo na presidência da Câmara Municipal, a chapa acabou contaminada e foi declarada vencedora a outra chapa concorrente, encabeçada pelo atual prefeito José Trindade. Presume-se então que juridicamente, Fauze e Vanildo tenham direito a indenização pelos salários que deixaram de receber nestes 4 anos. A conferir.

OXIGENADO Sem surpresa a sua desenvoltura. A bagagem do senador Pedro Chaves é compatível com nível o Senado. Quem conversa com ele sai com as melhores das impressões. E tem os fatores equilíbrio e coerência, que contam muito na vida pública.

PREOCUPA A liderança do senador Crivela - pastor da Igreja Universal do Reino de Deus - nas pesquisas para governador do Rio de Janeiro mostra o crescimento do primado evangélico na política no vácuo de lideranças da sociedade civil. Isso é ruim.

PINÓQUIO O ex-presidente Lula sentou no próprio rabo ao dizer que a Constituição Nacional foi rasgada com o impeachment. Ora!Tudo começou justamente com ele: Mensalão, Petrobrás, Caixa Econômica Federal e nos desfalques de fundos de pensão.

ANIVERSÁRIO O que a população de Campo Grande tem realmente a comemorar nestes 117 anos de sua fundação? Nunca se viu a população com a auto-estima tão em baixa como atualmente. E já que as eleições estão próximas, essa constatação é útil.

MANOBRA Em muitas cidades os candidatos do PT optaram malandramente em tirar o vermelho e a estrela das propagandas. Usam cores mais suaves e frases de efeito. Raul Pont, candidato a prefeito de Porto Alegre foi um dos primeiros a aderir a tática. ‘Raul, Quem te vê, quem te viu!’

SEM GRAÇA? Saudade dos postes e muros com cartazes? Saudade das faixas com nomes e números de candidatos? Saudade das calçadas e ruas atulhadas de ‘santinhos’? Pelo menos a nova lei serviu para deixar a cidade menos suja. Agora, se vai realmente nivelar os candidatos é outra história. E que atrás dos panos ainda acontecem coisas.

“Ou o Brasil acaba com a interinidade ou a interinidade acaba com o Brasil”.
 
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  FONTE - VEJA

 

Adnet só empata com ‘A Praça É Nossa’ na estreia de ‘Adnight’.

 

Os apresentadores Carlos Alberto de Nóbrega e Marcelo Adnet
Os apresentadores Carlos Alberto de Nóbrega e Marcelo Adnet (Divulgação/SBT – Estevam Avellar/TV Globo)
 
A estreia do late-show Adnight na noite de quinta-feira rende à Globo o mesmo Ibope do veterano humorístico A Praça é Nossa, do SBT. Ambos marcaram 13 pontos de audiência, na frente do Câmera Record, com 8 pontos. O programa do SBT, exibido ontem das 23h13 à 0h50, ainda desbancou o Jornal da Globo Programa do Jô por 2 pontos no Ibope.
 
Galvão Bueno foi o convidado da estreia do Adnight.  O late-show de Marcelo Adnet procurou fazer um humor pela tangente em sua estreia, ao mostrar, por exemplo, o comediante conversando com Galvão enquanto pisava em uvas. Aparentemente, não deu certo.
 
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  Blog do Aluízio Amorim

GLEISI, RENAN E O STF: VAI FICAR ASSIM?

Na retomada do julgamento da presidente-ré, Dilma Rousseff, após a discussão entre os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) que teve até empurra-empurra e causou a interrupção da sessão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu a palavra e criticou os senadores dilmistas: "Ontem, a senadora disse que o Senado não tem moral para julgar. Como uma senadora pode fazer uma declaração dessa, exatamente uma senadora que conseguiu há 30 dias que o presidente do Senado conseguisse no Supremo Tribunal Federal desfazer o seu indiciamento e o do seu marido".
 
Gleisi Hoffmann retrucou e chamou Renan de "canalha". A afirmação causou uma nova confusão generalizada, que gerou outra interrupção por parte do presidente da sessão e do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, até as 13h. 
 
Em junho, Paulo Bernardo, o marido de Gleisi e ex-ministro de Dilma e Lula, foi preso pela Polícia Federal na Lava Jato, acusado de montar um esquema de fraudes na liberação de créditos consignados que teria desviado cerca de R$ 100 milhões. Procurado, o STF confirma que não irá se manifestar em relação às declarações dos senadores e o "desindiciamento" do casal Gleisi e Paulo Bernardo. Do site Diário do Poder
 
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  CONFIRA

Triplex de Lula era parte de propina ao PT, diz Léo Pinheiro

Da Folha.com
Um tríplex em Guarujá (SP) destinado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria abatido das propinas que a OAS tinha de pagar ao PT por obras na Petrobras, disse o empreiteiro Léo Pinheiro a investigadores da Lava Jato.
 
O depoimento, revelado pela revista “Veja” e confirmado pela Folha, consta da negociação de delação premiada de Pinheiro, que foi suspensa pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após vazamento de uma informação anterior, que mencionava o ministro do Supremo Dias Toffoli.
 
Também são citados por Pinheiro a presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB).
 
“Ficou acertado que esse apartamento seria abatido dos créditos que o PT tinha a receber por conta de propinas em obras da OAS na Petrobras”, disse Pinheiro, sobre conversa com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto em 2010.
 
“Nesse contato, perguntei para Vaccari se o ex-presidente Lula tinha conhecimento do fato, e ele respondeu positivamente [...]“, completou.
 
Pinheiro afirmou ainda que a reforma feita no tríplex pela OAS “não seria cobrada do ex-presidente”, porque seria abatida “também como uma retribuição dos serviços prestados por Lula com a OAS na área internacional”.
 
Em outra parte da delação, o empreiteiro tratou do sítio em Atibaia (SP) atribuído a Lula. Pinheiro disse que o petista solicitou “abertamente”, em 2014, uma reforma no sítio, sem perguntar quanto custaria nem mencionar como seria paga.
 
Da mesma forma, disse, ficou “implícito que a OAS atuaria e seria remunerada com o abatimento dos créditos com o PT e em retribuição ao serviço prestado por Lula em favor dos negócios internacionais da empresa”.
 
Pinheiro disse ainda que contratou Lula para uma palestra na Costa Rica, em 2011, por US$ 200 mil. A OAS tinha interesses no país e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, havia dito que o petista poderia “influenciar autoridades locais em prol dos negócios da OAS”.
 
Após a palestra, segundo Pinheiro, Lula o levou a um jantar com a então presidente Laura Chinchilla.
 
Em outra parte do acordo de delação, o empreiteiro disse que pagou caixa dois à campanha de Dilma em 2014, por meio de contrato fictício com a agência de comunicação Pepper. Foram três parcelas de R$ 239,3 mil, segundo Pinheiro —valor solicitado pelo então tesoureiro Edinho Silva “para o pagamento de despesas da campanha”.
 
Por fim, Pinheiro disse que, a pedido de Okamotto, custeou a armazenagem de bens pessoais de Lula a partir de 2010 –quando ele ainda era presidente–, em troca de ajuda para a OAS no exterior.
 
TUCANOS
 
Ao falar de tucanos, Pinheiro citou um esquema de propina nas obras do Rodoanel Sul, em São Paulo, no governo Serra (2007-2010).
 
Segundo ele, a OAS, que ganhou o lote 5 da obra, integrava um cartel que se reunia na Andrade Gutierrez, a partir de 2004, para acertar as licitações. “Na licitação com contrato assinado em 2007 havia um convite de 5% de vantagens indevidas para Dario Rais Lopes e Mario Rodrigues”, disse Pinheiro.
 
Lopes era secretário de Transportes de Serra, e Rodrigues, diretor de engenharia.
Ainda segundo o depoimento, em 2007, por determinação de Serra, o contrato foi renegociado e ficou 4% mais barato. “Em razão dessa negociação, os valores de vantagens indevidas também foram repactuados para 0,75%”.
 
Parte da propina, ainda segundo Pinheiro, foi paga por meio de uma empresa e outra parte, em dinheiro vivo.
 
Com relação ao Aécio, o dono da OAS relatou propina de 3% nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais, durante o governo Aécio Neves (2003-2010).
Como adiantou a Folha em junho, os pagamentos eram feitos para Oswaldo Borges da Costa Filho –”operador de Aécio Neves e controlador das contas das empresas do político”, nas palavras de Pinheiro, que também atuou nas campanhas do tucano.
 
OUTRO LADO
 
A assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, procurada pela reportagem neste sábado (27), voltou a afirmar que o ex-presidente não é dono do apartamento tríplex no Guarujá nem do sítio em Atibaia, atribuído a ele por delatores da Lava Jato. Informou ainda que o ex-presidente não cometeu nenhum ato ilícito.
 
“Não costumamos comentar trechos de supostas negociações de delações, que nem sequer foram fechadas e que terão que ser comprovadas por fatos”, informou a assessoria. “Não se sabe se o autor das acusações é a OAS ou se são palavras dos próprios procuradores”.
 
Sobre a acusação de que Lula teria recebido US$ 200 mil da construtora para influenciar autoridades da Costa Rica e ajudar em negócios da OAS no país, a assessoria informou que “Lula nunca fez lobby, fez palestras” e que o valor cobrado era sempre o mesmo, independentemente do contratante. Ressaltou ainda que as palestras foram feitas após o mandato presidencial, quando Lula não estava mais a serviço do governo.
 
Sobre a acusação de que a OAS teria pagado pela guarda de bens pessoais de Lula, o que implicaria em gastos de R$ 21.536 mensais, a assessoria de imprensa afirma estranhar a data da suposta reunião no Instituto Lula, em que teria sido fechado esse acordo em 2010, uma vez que o instituto só foi formalmente constituído em agosto de 2011.
 
A assessoria de Lula informou ainda que não se trata de bens pessoais do ex-presidente, mas de documentos, cartas e presentes recebidos de admiradores que, embora privados, são de interesse público e não podem ser desfeitos sem a autorização do Estado brasileiro.
 
“Ainda que não comentemos supostas delações, esse ponto não implica em nenhum ilícito. O ex-presidente Fernando Henrique, segundo reportagem publicada pela revista “Época”, ofereceu jantares no Palácio Planalto para arrecadar recursos para seu instituto quando ainda era presidente”.
 
“A Pepper não tinha relação com a campanha, ela tinha contrato com o PT. Todas as reuniões que eu tive com o referido empresário [Leo Pinheiro] foram para tratar de doações legais, que foram declaradas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”, afirma Edinho Silva, então tesoureiro da campanha de Dilma em 2014.
 
Já o senador Aécio Neves (PSDB) afirmou, por meio de nota, que desconhece as afirmações citadas na matéria e “as considera falsas e absurdas”. Segundo ele, “trata-se das mesmas citações já publicadas há dois meses, sem a apresentação de quaisquer elementos ou provas que as atestem”.
 
A nota afirma ainda que todas as especificações do edital da obra citada foram apresentados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado antes da abertura, e que ela foi conduzida com “absoluta transparência e controle da sociedade”.
 
A presidente afastada Dilma Rousseff também afirmou por meio de nota ser “fantasiosa” a informação de que o governo federal “teria determinado ‘a elaboração de contrato fictício de prestação de serviços relacionados a ações de publicidade e pesquisa interativa com a agência de comunicação e publicidade Pepper para o pagamento de despesas da campanha’” de Dilma.
 
Segundo o texto, a agência Pepper “não foi fornecedora da campanha da reeleição de Dilma Rousseff” ou prestou serviços ao governo federal. Ela nega ainda ter recebido dinheiro via caixa dois.
 
Por meio de nota, a assessoria do ministro José Serra afirma que, “ao contrário do que dá a entender a matéria, a licitação, a assinatura do contrato e o início das obras do trecho sul do Rodoanel aconteceram em 2006. O mandato de José Serra no governo de São Paulo teve inicio em 1º de janeiro de 2007. Os dois dirigentes da área de transportes mencionados na matéria concluíram suas funções em 2006 e não continuaram em seus cargos na nova administração. Ao assumir o governo paulista, José Serra determinou, sim, a renegociação desse contrato, reduzindo seus custos em quase 4%. A economia para os cofres públicos foi de R$ 174 milhões —equivalentes a R$ 300 milhões a preços atuais.
 
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  Conferindo

Endividados pela causa, protetores de animais pedem socorro em MS

Postado em 27/08/2016 06:32 - Graziela Rezende
G1/MS

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Protetores de animais compareceram à Câmara dos Vereadores, em Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (25), para pedir mais proteção aos animais domésticos. Com faixas e cartazes, eles ressaltaram a importância do Poder Público estar a favor da causa. Ao G1 o grupo afirmou "estar endividado" por conta de gastos em clínicas veterinárias, já que na maioria das vezes, resgatam animais vítimas de maus-tratos ou então os mantém em casa.

"Precisamos quebrar essa barreira e ter representantes a favor da causa, não somente a questão ambiental. Nossa sugestão é que a delegacia tenha um núcleo específico ou especializado para isso. Além do nosso protesto hoje, estamos marcando reuniões com a prefeitura, Ministério Público e a corregedoria", afirmou a revisora de texto e protetora Greice Maciel, de 31 anos.

Sem sede fixa, ela ressaltou que muitas Organizações Não Governamentais (ONG's) abrigam centenas de animais.

"Temos vários protetores aqui que estão com 100 gatos, outro com 30 cachorros em casas. Todos são casos de animais abandonados, vítima de maus tratos e com isso ficamos fazendo evento para arrecadar dinheiro", comentou.

Brutalidade

Durante fala no plenário, a protetora Amanda Bileski ressaltou casos de extrema agressividade contra animais. "Nós temos total convicção que uma pessoa que comete uma brutalidade contra um animal pode fazer a mesma coisa com uma criança e um idoso, por exemplo. As pessoas precisam dar atenção a esta casa", comentou.

Ainda conforme as protetoras, todas precisam pagar contas que chegam a R$ 5 mil em clínicas da capital. "A única coisa que tentamos é, uma vez por mês, levar gatos para castrar no CCZ [Centro de Controle de Zoonozes]. Eles fazem isso todo dia 20 mas, na maioria das vezes, quando ligamos está tudo congestionado", disse Maciel.
Atendimento

Conforme a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat), nos últimos três meses, 158 denúncias de maus-tratos aos animais chegaram ao conhecimento da Polícia Civil. Deste número, somente 12 ainda não foram verificadas. No mesmo período, a investigação aponta que houve 244 pessoas foram indiciadas.
 
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Última atualização: 28/08/2016 00:09
     
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