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Política • 05 out, 2022

PSD mantém neutralidade e libera diretórios na disputa presidencial


( de Brasília) – O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (4) que o partido optou pela manutenção da sua neutralidade no segundo turno da disputa presidencial entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Através de nota, Kassab disse que as lideranças, parlamentares e filiados estão liberados para definirem apoio aos dois candidatos. Os diretórios nacionais terão autonomia para definir quem irá apoiar na disputa.

No primeiro turno, o partido manteve neutralidade em nível nacional. Nos estados, os diretórios tiveram autonomia para selar alianças com Lula e Bolsonaro.

No Paraná, o governador reeleito Ratinho Junior (PSD-PR) se aliou a Bolsonaro. Em São Paulo, a legenda se uniu à campanha do ex-ministro de Bolsonaro Tarcísio de Freitas (Republicanos), indicando o vice da chapa, o ex-prefeito de São José dos Campos Felício Ramuth (PSD-SP).

Já em Minas Gerais, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD-MG) foi apoiado por Lula na disputa ao governo, mas acabou sendo derrotado ainda no primeiro turno. Nesta terça, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, publicou uma foto com lideranças do partido no estado reiterando o apoio a Lula.

Em Mato Grosso do Sul, o PSD teve como candidato ao governo o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, que não passou para o segundo turno. A disputa no estado será entre Eduardo Riedel (PSDB), apoiado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), e o deputado estadual Capitão Contar (PRTB), candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ainda na terça, o ex-presidente afirmou que receberá um grupo de senadores do PSD e disse contar com o apoio do partido a nível nacional, o que não se concretizou.

“Eu conversei com as pessoas do PSD e fui informado que na quinta-feira vem um grupo de pessoas do PSD aqui para decidir apoiar a nossa candidatura, apesar do Kassab apoiar o nosso adversário aqui em São Paulo. Mas o PSD a nível nacional vai me apoiar para presidente da república”, disse Lula em coletiva de imprensa, em São Paulo.

Entre os aliados do ex-presidente estão os senadores eleitos Omar Aziz (PSD-AM) e Otto Alencar (PSD-BA).

Kassab, que preside o partido, foi ministro das Cidades do governo de Dilma Rousseff (PT) entre 2015 e 2016.




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