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Artigos • 26 ago, 2018

O ROSTO DE DEUS (Nelson Pradela)


Num colégio, os meninos são postos a desenhar em folhas de papel. O motivo é livre. Um diz que vai desenhar um campo com rio, outro vai desenhar uma árvore, outro uma casa. Um deles diz que vai desenhar Deus. O professor que distribuía o material fica com cara de não sei se isso vai dar certo. Escolha suas cores – ele diz. Me dê só a cor negra – o menino responde. Ele pega um pote de tinta preta, um pincel e o papel. O professor faz um sinal a outro padre que tomava conta das crianças: Esse aí disse que desenhar o rosto do Pai – informa. E pediu só a cor negra, padre. Outros padres foram se aproximando. Viram o garoto pintar com a cor negra as bordas do papel e ir aproximando a tinta na direção do centro. Os padres aguardavam imaginando que tipo de castigo deveriam dar a esse provocador. Então, o pintor deu sua obra por terminada e a mostrou aos padres. Isso é Deus, garoto? – ofendeu-se o religioso – só estou vendo uma mancha negra. Então, a criança sorriu e disse: O senhor está vendo isso porque está olhando para a parte da escuridão; mas no meio está a luz. Um dos padres se emocionou e soltou um soluço que todos ouviram. As figuras vestidas de preto cercaram o menino, e aqueles homens que sabiam tudo ficaram mais crianças que o menino. O pequeno levantou-se com sua folha, entregou-a à janela para que o vento a levasse. Todos os meninos correram para fora, para ver Deus que escapava no vento. Voltaram tristes e disseram que Deus tinha sido levado para longe deles. O menino disse que Deus permanecia ali com eles agora que todos tinham reconhecido seu rosto, e também estava em todos os lugares aonde fosse o vento. Os padres cercaram o menino e disseram que ele era um iluminado , e começaram a cantar um hino em sua homenagem.

Fonte – Blog do Zé Beto




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