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Artigos, Brasil • 10 abr, 2018

Os preços dos produtos no aeroporto


por Claudio Henrique de Castro

O consumidor, além de ser esfolado pelas constantes altas nos preços das passagens e bagagens e o oligopólio das empresas aéreas, sofre mais. Recente pesquisa feita nos preços dos produtos alimentícios e lembrancinhas vendidas no Aeroporto de Salvador demostrou uma diferença de até 525% (quinhentos e vinte e cinco por cento) se comparados com os de fora do local. Vale tanto para o cafezinho, o pão de queijo ou uma simples imagem com imã para geladeira.

Este é o retrato de grande parte dos aeroportos brasileiros que tem como reféns milhares de passageiros que transitam nas suas instalações e que não podem sair para comer em lanchonetes ou restaurantes quando estão fazendo escala ou conexões e precisam se alimentar.

No aeroporto pesquisado um café com leite custa R$9,00 (nove reais) e fora do custa R$2,00 (dois reais); um imã de geladeira custa R$25,00 vinte e cinco reais) e fora custa R$4,00 (quatro reais). Os dados foram publicados pelo jornal O Correio, da Bahia.

A justificativa dos lojistas foi a de que os preços são tabelados internacionalmente e o aluguel é muito caro. No caso de lanches e refeições o disparate é tão grande que,  impossibilitados de comer a um preço justo nos aeroportos, a alternativa dos passageiros é levar lanches na bagagem de mão para se alimentar.

Os juizados especiais que deveriam funcionar em aeroportos para resolver atrasos de voos e outras questões também são outra raridade nos aeroportos brasileiros. Portanto, en       Enquanto não tivermos uma regulação dos preços e um diálogo franco com as empresas donatárias das concessões dos aeroportos, os consumidores continuarão sendo, para variar, elo mais fraco desta corrente cujo lado forte está em escancarada  desobediência ao Código de Defesa do Consumidor.

Fonte – Blog do Zé Beto




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