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Política • 09 out, 2018

Odilon aposta na TV e voluntariado


“Hoje me chamam de juiz, eu gosto disso, mas quero mesmo é ser chamado de governador”, diz o juiz federal Odilon de Oliveira revelando o sonho pelo qual está batalhando.

Ele disputa o segundo turno das eleições para o governo do Estado, enfrentando o atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Nesta segunda-feira, 9 de Outubro, ele concedeu entrevistas aos programas Noticidade da FM Cidade 97,9, Balanço Geral, da TV MS Record e portal Diário Digital, todos integrantes da Rede MS. Odilon de Oliveira disputa sua primeira eleição após 30 anos dedicados à magistratura. O juiz aposentado é filiado ao PDT e tem como candidato a vice o Bispo Marco Vitor, do PRB.

Ele terminou o primeiro turno com 408.969 votos, ou 31,62%. O concorrente dele, Reinaldo Azambuja, obteve 576.993 votos, ou 44,61% do total. Na avaliação de Odilon, o tempo de propaganda eleitoral igual para os dois candidatos (cinco minutos para cada um) neste segundo turno vai ajudá-lo.

“Agora sim, as pessoas vão começar a conhecer o político. No primeiro turno não pude me apresentar como deveria porque o tempo era muito pequeno”, disse. Além de caprichar nos programas de televisão, outra estratégia de Odilon para vencer o adversário é ampliar a base de voluntários nos 79 municípios.

Para isso, ele pretende contar com o ajuda dos atuais aliados e de novos integrantes de seu projeto. “Não paguei nenhum cabo eleitoral. Todos os que tive no primeiro turno foram voluntários. Eles trabalham com o coração”, avaliou Odilon que no primeiro turno das eleições gastou cerca de R$ 1,5 milhão. “Foi a luta do tostão contra o bilhão. Além da riqueza do meu adversário enfrentei a máquina pesada”, completou. O candidato pretende ainda aumentar o corpo-a-corpo com os eleitores nas ruas por todo o Estado. Sobre os novos aliados, Odilon revelou que as negociações começaram no domingo, 7 de Outubro, logo após as eleições do primeiro turno.

O pedetista não revela com quem conversou, mas garante que até a próxima segunda-feira, 15 de Outubro, vai anunciar os partidos que união ao seu projeto de conquistar o governo do Estado. Em relação às eleições nacionais, Odilon informa que ainda não tem definição sobre qual candidato à presidência apoiará. Azambuja, por sua vez, já declarou apoio a Jair Bolsonaro (PSL). Odilon esclarece apenas que o PDT no Estado está livre para tomar sua decisão. “Não me declaro de esquerda e nem de direita. O importante é a conciliação. Temos que pegar o bom da esquerda, bom da direita e formar um governo que interesse à população. Somos contra a radicalização.

O povo quer saber é de saúde, progresso, segurança pública…”, informou. Sendo eleito, seus primeiros atos como governador serão ações emergências nas áreas de saúde e segurança pública. Nesta segunda, aliás, ele reitera a falta de estrutura nas delegacias, levando a interdições no interior do Estado. “Se não atende nem o funcionário como é que vai atender a população?”, questiona. Na entrevista ao Diário Digital, o Odilon falou sobre planos para a geração de empregos.

“Temos que atrair empresas para MS. Tem gente instalando empresas no Paraguai porque não encontrou facilidades do lado brasileiro. Temos que mudar isso”, disse. “Sou a favor dos incentivos ficais e de oferecer melhores condições para empresas que já estão instaladas aqui.” “Além disso, eu digo que não serei sócio de nenhuma empresa. Não haverá cobrança de subornos em minha gestão.

Vamos fiscalizar sem terror. O papel do Estado é orientar e incentivar (…) Vou reduzir o ICMS, mas sem perder arrecadação”, afirma. Outro propósito para garantir a geração de empregos é aquecer a indústria do turismo no Estado. “O primeiro passo é estruturar o Conselho Estadual de Turismo e colocar pessoas técnicas para tratar da questão”, analisou.

Diário Digital




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