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Política • 29 set, 2023

Governo espera União para equacionar falta d’água em todas as aldeias de MS


 

O Governo de Mato Grosso do Sul espera uma posição do Governo Federal para dar andamento ao projeto elaborado a partir do estudo conduzido pelo GT (Grupo de Trabalho) criado com propostas já encaminhadas para resolver o desabastecimento de água nas aldeias Bororó e Jaguapiru, que juntas formam a Reserva Indígena de Dourados.

“Não é só aqui, mas nas 48 comunidades indígenas que tem problemas de abastecimento de água, queremos solucionar no conjunto dessas comunidades”, afirmou o governador Eduardo Riedel ao ser abordado pela imprensa durante participação, na noite desta terça-feira (26), da cerimônia de posse do reitor e da vice-reitora, Laércio Carvalho e Luciana Ferreira, na Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Dourados.

Segundo o governador, o assunto que afeta as comunidades indígenas vem sendo tratado, no âmbito do Estado, pelo vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), “que tem capitaneado pessoalmente o Grupo de Trabalho, já chamamos a Sesai [a Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Governo Federal] aqui para mostrar o projeto feito junto com a Sanesul, mas a gente tem que equacionar uma solução em definitivo”, disse Riedel.

A Sanesul tem proporcionado com que caminhões-pipa garantam o fornecimento de água, duas vezes por dia, para minimizar o problema nas aldeias, mas só isso não basta. “Com esse calor de 40 graus, na média, a que estamos submetidos nos últimos dias, queremos solucionar a questão no conjunto dessas comunidades”, reforçou Riedel.

O vice-governador Barbosinha apresentou, na semana passada, aos técnicos da Coaep (Coordenação de Análise e Elaboração de Projetos de Infraestrutura e Saneamento) da Sesai, o coordenador Matheus Fabricio Dias Pereira de Faria, e o chefe do Dsei (Distrito de Saúde Especial Indígena) em Mato Grosso do Sul, Arildo Alves Alcântara, o projeto que prevê a alocação de recursos da ordem de R$ 34 milhões do Governo Federal no sentido de garantir, “pelos menos, para os próximos 10 a 15 anos, o abastecimento das famílias que sofrem com essa falta de água na Reserva”, como salientou o coordenador do GT aos demais órgãos envolvidos.

Segundo os estudos do Governo, a proposta final prevê ações para garantir o abastecimento das cerca de 6.000 famílias que sofrem com a falta de água. Entretanto, a decisão final, para tirar as medidas do papel, cabe à Sesai junto aos organismos do Governo, como o Ministério da Saúde e o Ministério dos Povos Originários, responsáveis pela saúde e saneamento e o cuidado com os povos indígenas no país. Conforme o vice-governador, que coordenou o estudo, o projeto é esforço do Governo de MS para auxiliar a União a resolver a falta de água potável que atinge a Reserva de Dourados, onde moram mais de 20 mil pessoas.

“É preciso deixar bem claro que essa responsabilidade não cabe ao Estado, estamos agindo como uma instância de colaboração com o Governo Federal, mas é bom frisar, também, o trabalho gigantesco que é realizado pela reduzida equipe da Sesai no atendimento às comunidades indígenas em todo o território sul-mato-grossense e o que a gente percebe é que nem mesmo a própria União tem a exata dimensão do tamanho desse problema”, disse Barbosinha.

 




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