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Campo Grande • 21 mar, 2024

Campo Grande no 17º lugar no ranking nacional de saneamento básico


Estudo indica que só 3 das 100 cidades mais populosas do país universalizaram saneamento básico

Vista da cidade de Campo Grande (Foto: Divulgação )

 ( G 1) –  Campo Grande conquistou uma posição de destaque ao alcançar o 17º lugar no ranking nacional de saneamento básico. Esse feito demonstra os esforços contínuos da cidade em garantir a qualidade de vida de seus habitantes, proporcionando acesso a serviços essenciais como água potável, coleta e tratamento de esgoto, e gestão adequada dos resíduos sólidos.

O investimento em infraestrutura e políticas públicas eficazes reflete o compromisso das autoridades locais em promover o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da comunidade.

Essa conquista também destaca a importância de um planejamento urbano eficiente e de investimentos contínuos em saneamento básico para garantir um ambiente saudável e seguro para todos os cidadãos.

O Brasil ainda está longe de atingir a meta de universalização do saneamento básico para toda a população. Dados do Instituto Trata Brasil divulgados nesta quarta-feira (20) apontam que, entre as 100 cidades mais populosas do país, apenas três já cumpriram o objetivo: Maringá (PR), São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP).

Esses três municípios são os únicos, entre os 100, que em 2022 tinham ao menos 99% da população com acesso a água tratada e 90% com serviço de coleta e tratamento de esgoto, critério estabelecido pelo Novo Marco Legal do Saneamento, criado pela Lei 14.026, de 2020.

Com uma população de 409.657 habitantes, Maringá é a terceira maior cidade do Paraná, atrás de Londrina (555.965) e Curitiba (1.773.718), segundo dados do Censo 2022 do IBGE.

Campinas, com 1,1 milhão de habitantes, é a 3ª maior cidade paulista. São José do Rio Preto (SP), com 480 mil, a 10ª.

Do lado oposto, as cidades com piores indicadores foram Porto Velho (RO), Macapá (AP) e Santarém (PA) (veja o ranking completo no início desta reportagem).

O ranking do saneamento, feito em parceria com GO Associados, analisa distribuição e coleta de água e esgoto, perdas na distribuição, investimento e melhorias realizadas. Os dados, de 2022, são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades.

O esgoto continua sendo grande desafio no país. Em relação ao levantamento realizado no ano passado, com dados de 2021, a coleta cresceu apenas 0,2 pontos percentuais no Brasil, passando de 55,8% para 56%. O tratamento de esgoto também teve aumento tímido: de 51,2% para 52,2% no mesmo período.

O Novo Marco Legal do Saneamento Básico estipula que a universalização dos serviços (99% da população com acesso a água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto) seja alcançada até 2033.

Na avaliação do Trata Brasil, para alcançar essa meta, será preciso dobrar o investimento na área.

“Nas localidades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os indicadores são muito ruins, esse investimento teria de ser muito maior. A gente está falando de virar um canteiro de obras para que essa universalização seja atingida. De perspectiva futura, pegar os 20 piores colocados do ranking, é muito difícil pensar que eles vão conseguir atingir a universalização no prazo estipulado, se eles não correrem para ontem”, diz Luana Pretto, presidente-executiva do Trata Brasil.

Ranking

As 20 cidades mais bem colocadas no ranking do saneamento divulgado nesta quarta pelo Instituto Trata Brasil são:

1 Maringá (PR)2 São José do Rio Preto (SP)

3 Campinas (SP)

4 Limeira (SP)

5 Uberlândia (MG)

6 Niterói (RJ)

7 São Paulo (SP)

8 Santos (SP)

9 Cascavel (PR)

10 Ponta Grossa (PR)

11 Jundiaí (SP)

12 Praia Grande (SP)

13 Foz do Iguaçu (PR)

14 Londrina (PR)

15 Franca (SP)

16 Montes Claros (MG)

17 Campo Grande (MS)

18 Aparecida de Goiânia (GO)

19 Goiânia (GO)

20 Piracicaba (SP)




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